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Terminal 5 – Nova York, Estados Unidos 2012

Depois de um longo tempo sem nenhum relato, voltamos com a Jéssica De Oliveira, que esteve presente no Terminal 5, em Nova York. Confira com detalhes como foi esse show na cidade americana, transmitido até por Youtube.

Kasabian: Terminal 5 – Nova York, Estados Unidos 22/03/2012  [  PT  ]

Eu sai de casa por volta das 8h30. Depois de dois metrôs, cheguei ao Terminal 5 por volta das 10h30. O lugar é no meio do nada. Não tinha absolutamente ninguém na fila, o que me fez achar que talvez eu estivesse no lugar errado. Uma hora e meia depois, chegaram mais duas meninas. Outras pessoas começaram a chegar por volta das 15h00. Embora tenha sido um sold out show, eu não acho que 3000 tenham ido ao show… Por volta das 16h00, começaram a chegar carros trazendo os integrantes separadamente. Eu consegui ver o Jay dentro de um dos carros, mas todos eles entraram no Terminal 5 sem ninguém conseguir ver. Entramos no Terminal 5 às seis, e por volta das sete, já estávamos na frente do palco. Eu como a primeira pessoa da fila, fiquei na grade, bem no meio. Uma hora depois a banda de abertura (Hacienda) tocou. Eles não são ruins, pena que eu não conhecia nenhuma das músicas. Mas para quem está esperando o show do Kasabian há cinco anos, ver a banda de abertura foi uma eternidade. Por volta das 9h30, as luzes caíram e o painel do palco se acendeu. Algumas luzes ligaram também e o Ian foi o primeiro a aparecer no palco, abrindo os braços. Depois, um a um, Jay, Chris, Serge e Tom. O Jay dava high five em todo mundo que entrava no palco, hahaha. O Tom estava exatamente na minha frente. Eu não me lembro de tudo que aconteceu em cada música, então vou falar de algumas coisas em geral. As músicas que eu me lembro são:

Setlist: Days Are Forgotten, Shoot The Runner, Velociraptor!, Underdog, Where Did All The Love Go?, I.D., Thick as Thieves, Club Foot, Re-Wired, Empire, Man of Simple Pleasures, Stuntman, L.S.F.,  Switchblade Smiles, Vlad The Impaler, Fire

O Tom tem vocação para air guitarrist, toda hora que tem algum solo, ou ele não está fazendo nada, ele finge que está tocando uma guitarra no palco. Ele corre o palco todo, canta perto de todos os integrantes, conversa com o Ian e o Ben no meio do show, muito bom mesmo. Em Shoot The Runner, que é MUITO BOA AO VIVO, no primeiro “I’m the king and she’s my queen, bitch“, o Tom apontou para mim. (risos) O Serge e o Jay tocaram MUITO em Shoot The Runner. Você só via os dedos deles mexendo nos solos, como se fosse a coisa mais simples do mundo. Velociraptor!, só tem uma frase que resume a música toda: o jeito que o Tom e o Serge dizem “you wanna get laid“. Impagável! Em Underdog, a frase que mais marcou foi “I won’t do what you say, you got the money and the power, I won’t go your way“. Parece que todo mundo se identificava com essa parte da música, porque foi a parte que todo mundo cantou mais alto. Em Where Did All The Love Go?, eu senti um pouco de falta dos violinos ao vivo. A parte do “I bet you can’t see it” foi literalmente berrada por um monte de gente, eu sendo uma delas! Em I.D., quando o Tom diz “music is my… my whore“, todo mundo gritava o MY WHOORE com ele, bem bonito. Em Thick As Thieves, se eu não me engano, o Serge pegou o violão (não me lembro se ele tocou violão em uma música só ou mais) enquanto a gente gritava. A voz do Serge é muito boa de se ouvir ao vivo! Não que no cd seja ruim, mas a qualidade da voz dele ao vivo é mil vezes melhor. Durante Club Foot, Re-Wired e Empire, eu consegui segurar a bandeira do Brasil. Eu não sei se deu para ver no streaming, mas eu e outro brasileiro que estava perto de mim balançamos a bandeira durante essas três músicas o máximo que pudemos. Espero que eles tenham visto, reconhecido e entendido a mensagem. Em Club Foot, o Serge gritava uns AAAH que ficaram zumbindo no meu ouvido a noite inteira. A química que ele e o Tom têm é incrível. Eles sabem exatamente quando um tem que cantar e quando o outro tem que calar a boca. No “One, take control of me” e no “Said it’s two“, todo mundo fez o número um e dois com os dedos, hahaha. Re-Wired foi outra música que todo mundo pulou. Eu acho que foi nela que o Jay e o Serge foram fazer o solo juntos, um de frente pro outro, enquanto o Tom foi fazer mais air guitar perto do Chris.  Empire é outra música que a versão ao vivo dá de mil na versão do cd. Ouvir três mil pessoas cantando “We’re all wasting away” não tem preço.

Em Man Of Simple Pleasures, eu não conseguia nem respirar direito. Foi a única música que eu não consegui aproveitar muito, de tanto que me esmagaram nas três anteriores, mas eu aproveitei para recuperar forças, já que ninguém estava empurrando mais, para Stuntman e L.S.F.  Stuntman ao vivo, eu nunca pensei que fosse ouvir essa música ao vivo, mas ela é uma das melhores do show, sem dúvidas! Foi uma das músicas que todo mundo mais curtiu, pulou e gritou. A última música antes de eles saírem do palco foi L.S.F., eu não posso ser imparcial, L.S.F. é a minha música favorita, e eu esperei cinco anos para poder cantar aquele “laaaa la laaaa” quando eles saem do palco. Quando eu ouvi a introdução, me veio uma sensação tão diferente, de que um sonho ia se realizar naquele momento. Essa com certeza era uma das músicas mais esperadas também, todo mundo cantando e pulando. Assim que a música acabou, enquanto eles saíram, todo mundo começou a cantar “ôooo ôooo ôoo”, no ritmo da música. Só o Ben e o Serge ficaram no palco, para tocar essa parte da música enquanto a gente acompanhava com o coro. O Serge mandava a gente cantar “motherfucking louder” toda hora. Quando ele e o Ben saíram, a gente continuou cantando o corinho até poucos momentos antes de eles voltarem. O show poderia terminar ali, para mim. Foi um dos melhores momentos da minha vida, ter a chance de cantar a minha música favorita com várias outras pessoas e a banda na minha frente. Nunca vou esquecer esse momento! Quando eles voltaram, na mesma ordem que entraram, todo mundo deu high five no Jay de novo hahaha. A primeira música que eles tocaram quando voltaram foi Switchblade Smiles. Os gritos do Serge antes do “Can you feel it coming?” são de verdade! Todo mundo gritava “MOVE, CAN YOU FEEL IT COMING?” e quando o Serge cantou “all you wanna do it ‘cause you said it’s a lie“, todo mundo cantou com ele, pulando mais rápido conforme ele ia chegando no fim dessa parte. Vlad the Impaler, meus olhos só param no Chris. O Chris é muito quieto, fica sempre no lugar dele, sem interagir com os outros, mas em Vlad The Impaler, ele rouba o show. A velocidade em que ele toca é incrível! E por fim, Fire. No fim da música, o Serge pediu para todo mundo abaixar e pular quando ele dissesse. A minha mãe não conseguia abaixar direito, daí ele disse “you too, lady” para ela hahaha. Enquanto ele cantava e a gente abaixava, dava para descansar um pouco. Quando ele começou “I’m on fiiiiire“, todo mundo pulou o máximo que conseguia. Foi uma das músicas mais animadas, porque ninguém estava se importando de perder o lugar ou de empurrar a pessoa da frente, todo mundo só queria pular e curtir o final da música. E depois, eles saíram.

Alguns highlights que eu não lembro exatamente quando aconteceram: • Os seguranças nos proibiram de tirar foto depois da quinta música, então as minhas fotos estão meio borradas. • O Tom jogou o tambourine dele pros fãs. A menina que estava do meu lado pediu o tamborine dele no show da Filadélfia. • O Serge tem mania de abaixar o microfone enquanto não está tocando ou cantando e fingir que está se escondendo e preparando para atacar. • Eles jogaram setlist para o público também, mas nenhuma foi perto o suficiente para eu poder pegar. • No fim do show, enquanto o Chris estava na frente do palco agradecendo a gente, o Tom abraçou ele por trás e fingiu dar um beijo nele. (risos) foi a cena mais engraçada do show inteiro. Não sei se saiu no streaming, mas eu queria ter uma foto só desse momento. • Tinha um povo com a bandeira do Leicester City FC cantando algum tipo de hino deles. Quando o Tom ouviu, ele gritou “uhu!” • Eles viram algum músico de alguma banda antes de saírem do palco pela segunda vez. Eu não vi quem era, mas o Serge abriu um sorriso enorme quando viu o cara.

Depois de horas esperando na fila, eu posso dizer que tudo valeu MUITO a pena. O show deles é incrível, as músicas são incríveis, e até os fãs que te empurram o show inteiro fazem tudo ficar melhor. Com certeza, foi um dos melhores shows que eu já fui.

Fotos: Jéssica De Oliveira


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Nós agradecemos muito pelo depoimento e as fotos, Jess! Obs: O suposto ‘amigo’ que Tom e Serge viram no final do show é Mick Rock (Famoso fotógrafo de lendas do rock).

 

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